terça-feira, 26 de setembro de 2006

A metamorfose


Olho o espelho,
vejo atrás de mim o que já não é igual,
reconheço a indiferença porque o tempo passou,
agora sou, já não porque me apetece,
trago em mim aquilo que não se esquece,
não quero voltar nem pesar,
firme vou continuar,
se num acaso voltar encontrar o espelho,
sem contar as diferenças irei olhar,
serão formas ou afagos?
não interessa,
apenas o quero conseguir contemplar.

pensamentos tantos,

Abraços,

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Pedindo autorização, republico para os artistas unidos

Shopping!!

Sei que há "certas e determinadas" pessoas que se acham muito intelectuais e, quando eu perguntei se podia exprimir os meus mais profundos sentimentos e gostos aqui, neste cantinho da blogoesfera, viraram-se e disseram, (anonimamente, ainda por cima, com o duvidoso pseudónimo "bom gosto") que, se eu gostava do Brad Pitt e de ursinhos, não podia "postar" aqui! Acho indecente, em primeiro lugar porque toda a gente gosta de ursinhos, e em segundo lugar, porque é sabido que o Brad Pitt e o Tom Cruise são gajos bons. Ponto assente!
Assim, e porque a epígrafe do blog reza "do + íntimo ao + vulgar, de secreto a público, de elegante a ordinário, de intelectual a banal", chamo a mim a parte do "banal" e convido-vos a virem às compras ali à Rua do Século, a uma das lojas mais fashions do momento! Que digo? À mais fashion, sem dúvida!

sábado, 23 de setembro de 2006

Rua do Meio

Entre amigos cuidamos de dizer o que nos apetece,
por entre diferenças e semelhanças respiramos empatia,
que argumentos nos unem se por vezes o silêncio aquece,
que cores frias reagem com o morno tacto,
somos ruas que albergam murais e jardins,
caminhos de calçada polida a verde esmagado,
recantos delicados sob ruidosas janelas,
construímos passagens discretas ou entre abertas,
organizamos as cores em formas mais ou menos complexas, que afagamos ou desprezamos...
Quando sentimos somos universais,
essa é a rua do meio,
a rua onde todas as outras vão dar.
paginas tantas,
Abraços,

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Riscar o 7??????!!!!!!

Até hoje muitas pessoas quando escrevem o número 7 fazem-no utilizando uma barra horizontal, um traço, um risco suplementar na metade do algarismo.
Oficialmente este pequeno traço não existe, como se constata digitando a tecla 7 do seu teclado do PC, calculadora ou qualquer outro aparelho que> possua teclado.
Agora pergunto: conhece a origem deste costume?
Para responder temos que olhar muitos séculos para trás, aos tempos bíblicos, quando Moisés estava no Monte Sinai e lhe foram ditados os 10 Mandamentos. Em voz alta ele foi dizendo à multidão, um por um.
Quando chegou ao sétimo mandamento, Moisés anunciou: «Não desejarás a mulher do próximo!»
Primeiro, um breve silêncio. E depois,a multidão gritou em coro: - Risca o sete! Risca o sete!

Truz, truz… Posso entrar?

Olá! Recebi um convite e aqui estou para participar! Posso escrever o que eu quiser? Posso pôr aqui as fotos que eu quiser? Tipo, assim de ursinhos com corações e isso? E posso passar as letras das minhas canções favoritas? E dos meus poemas? E dos meus actores favoritos? Brad Pitt, Tom Cruise, e isso?! Posso? Posso?

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

ausente

Tenho andado ausente, não só do nosso Blog como de tudo o resto.
Não me tem apetecido. É um vazio e despreendimento de tudo aquilo que julgava importante. Afinal como dizem os Camillions " a vida é uma ilusão de optica".
Queria ficar já por aqui, mas agora que comecei a escrever vou até onde me apeteça.
Quando falamos é tudo tão automático e tão pouco pensado e portanto desprovido de conteudo, o que não acontece quando escrevo ( e estou a aprender isto aqui no blog ), se uma pessoa se senta em frente a um computador, faz o log in e começa a escrever tem forsosamente de querer dizer alguma coisa, e isso não sai tão espontaneamente como na linguagem verbal (talvez seja por isso que quase ninguem, publica nada) mas eu tento ou por outro lado estou a tentar. Já reparei que alguns amigos começam a olhar de lado, este não é bem o tipo que eu conhecia, e até eu já me apresentei a mim. Mas reparem num jantar de amigos, eu não estou a pensar naquilo que vou dizer, a coisa sai, e entra um copo, e sai mais umas coisas e entram mais uns copos, e no fim N A D A . E aqui N A D A mas esperem, eu disse que andava a tentar.

Saudinha para todos,

Sempre a considerar

1000 curiosos

fui o milionesimo primeiro curioso .. há prémios ) ?

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Gaspar

E agora todos de pé, uma salva de palmas. 1ª Etapa concluida com sucesso

terça-feira, 5 de setembro de 2006

PAIternidade_1ª

tenho andado, com o passar do tempo e com os meus filhos a crescerem nesse processo imparável, a pensar mais e mais nisto que é, ser PAI. lembro-me de quando soube que ia ser PAI, da imensa euforia à mistura com o enorme medo que me invadiram. lembro-me do episódio que se passou uns 15 dias antes do gustavo nascer. foi a meio da noite (como sempre costuma ser), acordo com aquela dor no peito em estado de não suportar que me leva ao hospital. exames feitos, ah e tal isso é ansiedade e coiso nervoso e não sei quê (esta foi fedorenta). resumindo, andava cheio de medo dessa responsabilidade, desse vínculo mais forte à vida. ainda para mais, trazia do meu passado mais uma (entre milhões) dessas tristes histórias de pais separados, que desenvolvem para a ausência de pai, incomunicabilidade entre ambos, enfim, ingredientes q.b para ainda estar aqui hoje com estas merdas todas. e já lá vão 40 anos! e também já lá vão 5 anos que sou PAI. não só PAI de um, mas de dois, sendo que ao segundo já não fui parar ao hospital. 5 anos de PAIternidade que me deram uma nova dimensão da vida. anos que me trouxeram novas questões, momentos de opção.
e tal como os filhos não vêm com livro de instruções, também nós na nossa vida não temos momentos de aprendizagem sobre 'como ser PAI'. crescemos com o PAI (às vezes) , vemos como ele é e ganhamos referências, conhecemos os PAIS dos nossos amigos (às vezes) e sabemos ou aprendemos a ver aqueles pontos comuns bem como as diferenças entre os deles e os nossos. aqueles com mais sorte, ainda puderam conhecer outros modelos mais antigos e que eram os PAIS dos nossos PAIS, mas aí começamos a entrar naquela geração onde não havia muitas questões mas sim muitas certezas patriarcais. tudo absorvido, juntamente com toda a informação de natureza social mais a informação opcional de cada um, e aí estamos nós, lançados na arena da vida e eis senão quando ... soltam-nos as crianças.
(esta é a primeira parte de uma partilha. continua dentro de umas horas, talvez dias, quem sabe semanas, mas continua!!!)

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Publicidade, meu amor

Está tão presente que nem damos por ela, é a parte mais visivel da economia de mercado. Sem ela não havia fotebol, ténis, formula 1, golf, e todos os outros desportos, mesmo os menos conhecidos, que existem apenas para ocupar pequenos espaços (entre anuncios) de Tv. Não havia Tv e as caixas dos correios, estavam sempre vazias. Sem ela não se vendia tanto, portanto não compravamos tanto, logo tinhamos mais algum no bolso. Então não precisavamos de trabalhar muito, e tinhamos mais tempo para fazer outras coisas, por ex. estar com os amigos (que não podiam dar a desculpa de ir á bola - lembram-se já nã havia fotebol) estar com os filhos (que tambem já não podiam estar a vêr Tv - lembram-se, tambem já não havia). As empresas que já não vendiam á grande, tinham de baixar os preços (lá estamos nós a ganhar outra vez). Não havia aqueles grupinhos de betos vestidos só com roupas de marca. A marca já não ditava a tua personalidade. Então mas o que é isto ? Vou vestir um fato xpto e não fico logo com ar de intelectual-urbano-cuidadosamente-desleixado ? Então, vou ter de o provar com palavras, ideias e actos? Então só o aspecto já não me chega? o quê, não me digas (desculpem a interrupção mas tive de ir dar leitinho á Petra) que vais guardar umas vacas e não fumas Marlboro? Agora digam lá se não tinham uns tenis Sanjo se tivessem uma publicidade tipo Nike ? Toca a abrir os olhos suas mulas a publicidade é o nosso MATRIX.

ps. este post foi patrocinado pela Milupa (leite para crinças)

sempre a considerar

pausa para publicidades


demasiada publicidade no subconsciente ... ou sonhos a p/b
mais filmes em concurso em : http://www.studiosmack.nl

Palavras para quê ..

são artistas portugueses ...

sábado, 2 de setembro de 2006

MAS QUEM É O VERDOCAS?

Todas as pessoas perguntam, telefonam, mandam msm, todo o blog reclama: Mas quem é o raio do Verdocas? Para responder à questão nada melhor que mostrar a sua foto uma vez que ele recusa-se a editar o seu perfil.


o verdocas disfarçado de bicho verde



o verdadeiro verdocas

Quem o encontrar, entregue-o ao Panda, que anda desesperado à sua procura e já sabem que ganham uma medalha de "Somos os melhores amigos do ambiente".

3 - História ainda sem titulo

Assim que pude sai daquele pesadelo, não sem antes dar o código ao Xado do meu Pctvmov, para que pudesse entrar em ligação comigo quando precisá-se, no rent a car perto do estádio, aluguei um veiculo hibrido, fusão a frio/ hidrogénio, já não havia movidos a ar comprimido, mas não era mau de todo. Quando o petroleo se extinguio, saltaram para o mercado mil e uma formas de energias alternativas, consta-se que já existiam muito antes de este acabar mas devido a razões economicistas foi o que se viu. Passaram por mim Helibulâncias sem fim, na megastrada a caminho de Lisboa os helibeiros eram tantos que reservaram oito das doze faixas de rodagem só para eles. O rio chegava a Alverca, a avenida da Crel, que antes dividia Lisboa entre zona histórica e as avenidas novas que iam de Mafra passando por Torres Vedras até Torres Novas, era agora a marginal. Ainda tenho presente a altura em que o rio chegava apenas ao alto do Parque Eduardo VII (agora batizado com o nome de Jeronimo de Sousa) e o castelo de São Jorge assemelhava-se ao de Almorol.
Havia visitas Guiadas de submarino para conhecer a Baixa, Alcântara e toda a zona inundada em 2038. A peninsula, perdão a ilha Ibérica tinha sido tambem afectado por esta altura com os glaciares de tamanho continental que flutuavam pelos oceanos tal e qual uma jangada de pedra. E foi ali naquele posto de controlo que a vi pela primeira vez, .... (continua)

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

rochard fun



2. história ainda sem título

– então estás a dizer-me que do meu irmão não há notícias...??!!!! e o lui??? a torina?????
– até agora nada!.
com estas palavras o semblante de xado ficou carregado como se soubesse algo mais que não me queria dizer naquele momento. eu sentia por dentro o nó que se formava, não queria ouvir. mesmo que fosse verdade não queria ouvir. até receber algum tipo de confirmação, a ideia de voltar a encontrar todos vivos e bem, era maior do que tragédia em si. os nomes continuavam a ecoar pelo estádio em tom de esperança, o burburinho era constante e a manta de pessoas que cobria o relvado e a pista de atletismo, fazia um padrão em constante mutação.
peguei no braço de xado e dirigimo-nos a uma tenda onde parecia ser possível tomar uma bebida quente. quando chegámos mais perto da enorme fila de mantas ambulantes que esperavam a sua vez, uma cabeleira loira lá ao longe desperta a minha atenção. era a elsa, a elsa raposo, mesmo ao longe aqueles lábios não enganavam.
– elsaaa!!! gritei com tanto entusiasmo que várias pessoas olharam com ar reprovador, talvez porque o ambiente era pesado demais para aquela alegria que me invadiu.
– pecooo!!! tás cá pá. onde tá o lui??... peco oh pá, que sorte tar viva pá, que sorte...!!!
as palavras eram cortadas por soluços de choro. tentei dar-lhe um abraço mas os implantes de silicone eram tão grandes que dificultaram o gesto. a mão direita e o braço estavam com ligaduras. sentei-me ao seu lado e pus o braço por cima do seu ombro tentando acalmá-la.
podia ver xado na fila que entretanto também tinha encontrado alguém que abraçava.
por entre alguns soluços elsa prossegue:
– naquele dia eu e o fonseca...
– fonseca???? então e o songalo???
– oh pá, não me digas nada pá, esse gajo é um bruto!!!
– o quê? não me digas que essa mão ...????
– não, não!! não foi ele pá! isto foi uma operação recente para tirar o nome dele que eu tinha tatuado, lembras-te??- disse ela por entre aqueles grossos lábios que eu nunca percebia se tinham expressão de riso, de choro ou outra coisa qualquer.
– então? tu e o songalo... tanta coisa... ele era tatuagens, ele era casamento... então???
_ oh pá, pois é pá... foi uma fase má, tipo eu não sei onde é que estava ca cabeça. áliás, eu continuo sem saber onde é que tou ca cabeça, ou o qué que tenho dentro dela.
o assunto era sério. dava para perceber, não pela expressão mas, sim pelo tom de voz que se tornou grave e baixo. celsa continuou:
– mas naquele dia, eu e o fonseca saímos de manhã cedo para uma viagem a fátima. ia uma vez mais com a pessoa que amo, abençoar a nossa relação... oh pá, sabes como eu sou. até já sou conhecida lá no santuário pá, já todos os padres me cumprimentam e são supé'simpáticos comigo... giríssimo não é? isto deve ser do jeito que eu tenho para relações púbicas, adiante... mas o que é que eu tava a dizer mesmo...????
celsa parecia baralhada. aproveitei o deslize e deslizei para perto de xado que entretanto estava sózinho. celsa continuou no chão sentada a olhar o céu e a largar palavras para o ar que se perdiam no barulho dos nomes que saíam do megafone.
*nota do autor (qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)