segunda-feira, 28 de novembro de 2011

jantar de natal 2011

não sei quem é que ficou de

organizar o jantar este ano

mas chego me a frente

(novamente)


dia 17 de dezembro


no largo do rato

ás 20 horas

trás uma prenda

mas atenção, tem de ser

feita por ti

(em tempos dificeis

a que poupar)

confirma para marcar

mesa

10€ pax
tudo incluido

sempre a considerar

domingo, 24 de julho de 2011

oh, simple thing's

Ingredientes:
. 3 1/2 colheres (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) salsa picada
1 colher (chá) de shoyu (molho de soja)
300 g de penne
200 g de shitake em fatias, sem o talo.

Preparação: Cozinhe o penne em água e sal até ficar al dente. Numa panela, derreta a manteiga e junte o shitake. Refogue por três minutos. Junte o shoyu, deixe ferver e desligue o fogo. Ponha a salsa e sirva sobre o penne.

terça-feira, 31 de maio de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

...RESET

... chega de ilusões, fico-me pela media de acontecimentos
trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, familia, familia... e assim de rotina,
quem são os meus amigos, almoços e almoços, turtulias do infinito de coisas banais
, eu sou banal?, serei a merda que sou mas banal ou uma banana que escorrega em
trabalho de aprumo, tenho filho ou filhos, giro em tons de satelite mas por fora, mas amigos quem sou eu?, já não sei de nada, já os amigos me fazem olhar para o relogio e pensar que o
tempo já passou para fazer o ultrapassado sem apetecer, regra dos 40 ou trabalho, trabalho...
merda de coisas...
faço o reset...
estou só, olho ali, fito a paisagem, dou ordens, mal ou bem, interpretadas com mais ou menos
sintonia as coisas se fazem, destilo um pouco e vou para casa e junto da familia beijo e amo
com saudade dos amigos falo de coisas banais e bebo, sigo em chutar decisões e familia e amigos e QUANDO farto
faço reset e sempre aprendo nem que seja nos livros OU NA PAISAGEM sempre com a familia e amigos...
a roda da fortuna já me apanhou só porque sei clicar no reset...

sábado, 30 de abril de 2011

Eu conheço um país

Que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil).

Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas.

Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar o transplante de rins. Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.

Eu conheço um país

Que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra

Que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias
(Glint) e outra

Que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).

Eu conheço um país

Que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo,

Que também está a construir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu (EDP).

Eu conheço um país

Que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos
pré-pagos para telemóveis (PT),

Que é líder mundial em software de identificação (NDrive),

Que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema
informático da NASA (Critical) e

Que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro
Nunes da Universidade de Coimbra)

Eu conheço um país

Que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano.

E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.

Eu conheço um país

Que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia de transformadores de energia (Efacec) e

Que revolucionou o conceito do papel higiénico (Renova).

Eu conheço um país

Que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e

Que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das
auto-estradas (Via Verde).

Eu conheço um país

Que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e

Que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo Martins).

Eu conheço um país

Que preparou atletas capazes de trazer títulos e medalhas a nível Olímpico e Mundial para a sua terra,

Que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos de Pequim,

Que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos,

Que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto,

Que tem uma das melhores seleções de futebol do mundo, o melhor treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).

Eu conheço um país

Que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).

Que tem dois prémios Pritzker de arquitectura (Sisa Vieira e Souto Moura).



O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive ou que se prepara para visitar. Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas, ótima gastronomia. Bem-vindo a este país que não conhece: PORTUGAL


NOTA: Como escreve o Nicolau Santos, Portugal é capaz, nós somos capazes. Demonstremos que unidos, vamos ultrapassar as dificuldades actuais.

Divulgue este texto positivo e vá acrescentando mais motivos e exemplos que conhece e que nos orgulham do ser português.

Sem política e sem políticos, sem clubismos e sem regionalismos, com cidadania.

Destrua as mensagens negativas de quem quer baixar os braços.

Todos nós, e cada um ao seu nível, poderemos contribuir positivamente para Portugal.


Texto de Nicolau Santos publicado na revista up da TAP

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sei lá



Em contrapartida do filme "Road to Nowhere", no Douro vinhateiro, ouve-se "sei lá, sei lá...", vai-se lá entender este mundo. No entanto recomendo o filme, excelente, se estiverem bem atentos a todos os pormenores, mas isto não é garantia, de que cheguem ao final e o compreendam.

quinta-feira, 24 de março de 2011

(o lado da historia que os Paulos Portas deste país não têm capacidade para perceber... pq o umbigo não deixa)

por Vanessa da Silva Miranda

Mais do que descrever a manifestação, do que descrever o sentimento de ter participado na luta pelo próprio futuro, importa a história.
“O meu nome é Vanessa, tenho 24 anos a caminho dos 25. Não sou casada, nem vivo com ninguém, não tenho filhos e nem ouso sonhar com isso. Não tenho uma casa minha, nem um carro. Nada do que existe na minha vida é meu... é dos meus pais, pois é o dinheiro deles que paga as imperiais no bairro, os almoços durante a semana no estágio, a roupa e os sapatos no meu armário, os sofás e móveis que estão na minha sala, a comida que enche o frigorífico e o próprio electrodoméstico, a televisão que vejo e a internet que uso. Nada é meu... não porque não queira, mas porque não posso. Tenho uma mesada de €400 por mês, o que é na verdade um luxo que poucos têm, e se antes os meus pais me pagavam a minha vida e todas as suas consequências e necessidades diárias, agora esforço-me para do dinheiro deles, do dinheiro que me dão, contribuir para as suas despesas. Não consigo evitar pensar no ridículo desta situação: ajudo os meus pais com o próprio dinheiro deles.

A minha licenciatura e o mestrado em comunicação social, tirei-os numa faculdade privada que me prometeu um curso de quatro anos e um estágio no final, para depois mos tirar sem sequer perguntar a minha opinião.
Disseram-me que sem um mestrado não ia arranjar emprego, mas nem com ele eu consegui mais do que uns miseráveis estágios, quatro para ser mais honesta. O primeiro foi curricular e portanto não mo pagavam, depois vieram os que arranjei por mim própria, apenas com ajudas de custo, cem euros aqui, mais cento e cinquenta ali. O trabalho, esse não tinha desconto de estagiária, trabalhei normalmente, contribui para o crescimento dos lugares por onde passei, para o desenvolvimento do país, mas esqueceram-se de me pagar na mesma moeda.
Nunca nenhum dos meus patrões achou que me explorava. Chegaram mesmo a dizer-me que ganhar currículo, experiência e fazer contactos era o melhor que podia esperar quando o país está em crise. Gostava de lhes dizer que no mini-preço ao pé da minha casa não aceitam contactos como pagamento pelas compras do mês e que a EDP não me deixa liquidar a factura da luz com experiências. Gostava que soubessem que não vivo do ar e que a escravatura já não é legal. Mas continuo sentada à secretária a trabalhar pela “bendita experiência” e pelo “enriquecimento do currículo”, enquanto os meus pais pagam o meu ordenado. Ou isto, ou fico em casa a ler livros. Nem nas lojas me aceitam, porque tenho experiência a mais e tempo a menos atrás de um balcão. Vou fazer a minha primeira viagem ao estrangeiro porque no Natal fiz um part-time numa loja. Já só penso em ir para o estrangeiro... é triste quando o país onde nasci, cresci e vivo não me deixa trabalhar.”

E as vossas histórias quais são?
A oposição que somos
Quando o PS pediu reuniões com a oposição parlamentar para tentar um compromisso que desse estabilidade à acção governativa, ocorridas em Outubro de 2009, nenhum partido aceitou qualquer tipo de acordo, por mínimo que fosse. O Executivo teria de governar em minoria, sujeito ao capricho dos líderes que perderam as eleições. De imediato se constatou a disfuncionalidade de tal situação, ficando o PSD como penhor da viabilidade do Governo PS. Nessa altura, Ferreira Leite garantiu que iria deixar passar o Orçamento para 2010, só abandonaria o barco após concluir essa missão. Cavaco aceitou e aplaudiu. Chegados ao Orçamento para 2011, já com Passos a marcar passo, alimentou-se um drama apenas resolvido por força das circunstâncias: havia que garantir a reeleição do Presidente da República. Assim que Cavaco fechou esse ciclo, logo na noite da vitória eleitoral, começou a lançar fogo para cima do Governo. O que se seguiu em Belém depois do fel e desvario emocional de 23 de Janeiro, para espanto de toda a gente incluindo os seus apoiantes, tem vindo num crescendo de violência e irresponsabilidade institucionais.

É sintomático que não nos lembremos de nenhuma condição invocada por algum partido da oposição para a partilha da responsabilidade governativa. O PCP não pediu uma nova reforma agrária ou o aumento da produção à sua moda, o BE não disse que governava se pudesse sacar o dinheiro aos bancos e aos ricos, o PSD não reclamou a expulsão de Sócrates do PS e o CDS não exigiu o recrutamento de um milhão de polícias. Nada de nada propuseram, estavam unidos no asco aos socialistas. À esquerda, porque precisam de inimigos impossíveis de vencer, logo permitindo uma luta que nunca poderá acabar. À direita, porque os fidalgotes falhos de inteligência e coragem estão condenados a serem vazoudoros dos ódios nascidos da sua impotência.

A oposição continuou até esta quarta-feira a tentar boicotar a governação de todas as formas disponíveis, indiferente às consequências que são evidentes. Atingiu nessa irracional tarde o cúmulo da negatividade ao impedir Portugal de continuar a resistir à tempestade financeira internacional, sem se ter dado sequer ao trabalho de apresentar qualquer alternativa em defesa do interesse nacional.

Que grande lição, e não só de política.
"Os impostos indirectos tratam todos pela mesma medida, tanto pobres como ricos, razão porque são, nesse aspecto, mais injustos. É essa, aliás, a razão porque eu nunca concordei em taxar cada vez mais os impostos indirectos, nomeadamente o IVA. Ele vale 20% para quem tem muito como para quem tem pouco".

Pedro Passos Coelho, no livro "Mudar", editado em 2010.


"Se ainda vier a ser necessário algum ajustamento, a minha garantia é de que seria canalizado para os impostos sobre o consumo, e não para impostos sobre o rendimento das pessoas".

Pedro Passos Coelho, hoje, em Bruxelas.

taking notes

terça-feira, 22 de março de 2011

manifestação da geração à rasca

> - Então, foste à manifestação da geração à rasca?
>
> - Sim, claro.
>
> - Quais foram os teus motivos?
>
> - Acabei o curso e não arranjo emprego.
>
> - E tens respondido a anúncios?
>
> - Na realidade, não. Até porque de verão dá jeito: um gajo vai à
> praia, às esplanadas, as miúdas são giras e usam pouca roupa. Mas de
> inverno é uma chatice. Vê lá que ainda me sobra dinheiro da mesada que
> os meus pais me dão. Estou aborrecido.
>
> - Bom, mas então por que não respondes a anúncios de emprego?
>
> - Err...
>
> - Certo. Mudando a agulha: felizmente não houve incidentes.
>
> - É verdade, mas houve chatices.
>
> - Então?
>
> - Quando cheguei ao viaduto Duarte Pacheco já havia fila.
>
> - Seguramente gente que ia para as Amoreiras.
>
> - Nada disso. Jovens à rasca como eu. E gente menos jovem. Mas todos à
> rasca.
>
> - Hum... E estacionaste onde? No parque Eduardo VII?
>
> - Tás doido?! Um Audi TT cabrio dá muito nas vistas e aquela zona é
> manhosa. Não, tentei arranjar lugar no parque do Marquês. Mas estava
> cheio.
>
> - Cheio de...?
>
> - De carros de jovens à rasca como eu, claro. Que pergunta!
>
> - E...?
>
> - Estacionei no parque do El Corte Inglés. Pensei que se me
> despachasse cedo podia ir comprar umas coisinhas à loja gourmet.
>
> - E apanhaste o metro.
>
> - Nada disso. Estava em cima da hora e eu gosto de ser pontual.
> Apanhei um táxi. Não sem alguma dificuldade, porque havia mais jovens
> à rasca atrasados.
>
> - Ok. E chegaste à manif.
>
> - Sim, e nem vais acreditar.
>
> - Diz.
>
> - Entrevistaram-me em directo para a televisão.
>
> - Muito bom. O que disseste?
>
> - Que era licenciado e estava no desemprego. Que estava farto de pagar
> para as reformas dos outros.
>
> - Mas, se nunca trabalhaste, também não descontaste para a segurança social.
>
> - Não? Pois... não sei.
>
> - Deixa-me adivinhar: és licenciado em Estudos Marcianos.
>
> - F...-se! És bruxo, tu?
>
> - Palpite. E então, gritaste muito?
>
> - Nada. Estive o tempo todo ao telemóvel com um amigo que estava na
> manif do Porto. E enquanto isso ia enviando mensagens para o Facebook
> e o Twitter pelo iPhone e o Blackberry.
>
> - Mas isso não são aparelhinhos caros para quem está à rasca?
>
> - São as armas da luta. A idade da pedra já lá vai.
>
> - Bem visto.
>
> - Quiriquiri-quiriquiri-qui! Quiriquiri-quiriquiri-qui!
>
> - Calma, rapaz. Portanto despachaste-te cedo e ainda foste à loja gourmet.
>
> - Uma m....! A luta é alegria, de forma que continuámos a lutar Chiado
> acima, direitos ao Bairro Alto. Felizmente uma amiga, que é muito
> previdente, tinha reservado mesa.
>
> - Agora os tascos do Bairro aceitam reservas?
>
> - Chamas tasco ao Pap'Açorda?
>
> - Errr... E comeram bem?
>
> - Sim, sim. A luta é cansativa, requer energia. Mas o pior foi o
> vinho. Aquele cabernet sauvignon escorregava...
>
> - Não me digas que foste conduzir nesse estado.
>
> - Não. Ainda era cedo. Nunca ouviste dizer que a luta continua? E
> continuou em direcção ao Lux. Fomos de táxi. Quatro em cada um, porque
> é preciso poupar guito para o verão. Ah... a praia, as esplanadas, as
> miúdas giras e com pouca roupa...
>
> - Já não vou ao Lux há algum tempo, mas com a crise deve estar meio morto,
> não?
>
> - Qual quê! Estava à pinha. Muita malta à rasca.
>
> - E daí foste para casa.
>
> - Não. Apanhei um táxi para um hotel. Quatro estrelas, que a vida não
> está para luxos.
>
> - Bom, és um jovem consciente. Como tinhas bebido e...
>
> - Hã?! Tu passas-te! A verdade é que conheci uma camarada de luta e...
> bem... sabes como é.
>
> - Resolveram fazer um plenário?
>
> - Quê? Às vezes não te percebo.
>
> - Costuma acontecer. E ficaram de ver-se?
>
> - Ha! Ha! Ha! De ver-se, diz ele. Não estás a ver a cena. De manhã
> chegámos à conclusão que ela era bloquista e eu voto no Portas. Saiu
> porta fora. Acho que foi tomar o pequeno-almoço à Versailles.
>
> - Tu tomaste o teu no hotel.
>
> - Sim, mas mandei vir o room service, porque ainda estava meio ressacado.
>
> - Depois pagaste e...
>
> - A crédito, atenção. Com o cartão gold do Barclays.
>
> - ... rumaste a casa.
>
> - Sim, àquela hora a A5 não tinha trânsito. Já não havia malta à rasca
> a entupir o tráfego.
>
> - Moras onde? Paço d'Arcos? Parede?
>
> - Que horror! Não, não. Moro na Quinta da Marinha, numa casita modesta
> que os meus pais se vêem à rasca para pagar. Para a próxima levo-os
> comigo.
>

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Para TI

Amo-te,
promete-me que não sais daqui,
sou nada mas completo de ti,
sou distante mas penso em nós,
falo de mim para te rires,
falo de ti como o único fuste da ponte
que nos dista dos encontros,
estou ali em carga constante,
elevo as massas com o teu pesar,
tatuado com teus beijos
lavo-me com o teu corpo,
adormeço na seda do teu olhar
reparo em mim num ponto
a virgula de ti que me faz continuar.

Pistola encravada

Dispara!
Não quero magoar
Olha que ele dá-te.
Aproximou-se e sangrou o santo.
Lá em cima olhou para o lado e reconhece alguém.
Já há muito que não te via, perdi tudo por consideração.
Não sinto nada, só vejo o que não conheço
vai para outro lado, fazes recordar as imagens que magoam.
Fugi, fiquei sozinho e contemplei.
recordei o que deixei, apertado e retorto dei por mim em pranto.
corri, andei e paro no abismo, dexei-me ir, abri os olhos
alguem diz; foi por um fio.
Fiquei com a navalha no bolso para o que der e vier...

José e Pilar

Finalmente ontem fui ver o filme José e Pilar.
Talvez por não ter nenhumas expectativas sobre o filme, foi uma surpresa muito, mas muito agradável.
O Miguel Mendes (realizador) esteve lá, e no final respondeu a algumas perguntas.
Não é bem um filme, porque ninguém está a representar, nem é bem um documentário, porque conta uma história de amor, satiriza a imprensa, os próprios fans do Saramago e os políticos, tudo isto cheio de humor.

Aconselho.

sempre a considerar